Celebração e reflexão foi o ponto alto de grande festa na Ombala Tumbansi

Itapecerica da Serra/SP – Na noite de sábado (12/9) aproximadamente as 22h30 a Ombala Tumbansi, situada em Itapecerica da Serra, região metropolitana sul da Grande São Paulo, reabriu suas portas para receber um grande publico, assim como, toda comunidade simpatizante da tradição afro brasileira para celebrar os vinte e cinco anos de iniciação e reafricanização do Taata Nkisi Rafael Scorisa, de Nsumbu, de São Caetano do Sul, ABC paulista. Nesta mesma data fora comemorado um ano de iniciação da muzenza Mavwale de Kayongo, a empresária Cibele Juliana, de Carapicuiba, zona oeste de São Paulo.

kizoomba_obrigacao_1Makota Maza Dia Nzaambi, Koota Kitamazi N`ganga, Taata Katuvanjesi,
Koota Sinderewí, Koota Rifula Ntumba, Nengwa Ndanjiale, Maganza Lekwandan`xi

Depois de um dia nublado, a noite se apresenta silenciosa e fria, porém sem chuva. No interior do “Nzo” o calor se manifesta de forma amigável e coletiva. Todos saúdam o pai da ráfia senhor dos mistérios da vida e da morte Nsumbo em companhia da divindade do movimento, dos ventos e dos antepassados Kaiongo. Em uníssono todos cantam e dançam aos sons das Jingoma (atabaques ritualísticos) Sacerdotes, amigos e adeptos das diferentes nações e casas de candomblé e umbanda reverenciaram os bankisi, entidades do candomblé congo-angola.

kizoomba_obrigacao_5Taata Kanjila, Taata Katuvanjesi, Taata Muludjame, Taata Lembareji e Taata Kisaneji

No decorrer da cerimônia Taata Nkisi Katuvanjesi – Walmir Damasceno, coordenador nacional do ILABANTU e dirigente tradicional da Casa, conduziu com maestria e responsabilidade o evento, aproveitando para comentar junto ao publico presente o momento pelo qual atravessa os povos e comunidades tradicionais de matriz africana, as perseguições e depedrações que muitas casas sofreram e ainda sofrem vitimadas pelo preconceito e intolerância religiosa.

Destaca o processo histórico paulista que sempre retaliou e abafou as manifestações afro descendentes no que tange o lento movimento de tombamento das casas de Candomblé, pois é notório que somente duas casas tombadas entre elas a primeira casa de candomblé paulista, o Terreiro de Candomblé de Santa Barbára, da saudosa Mam’etu Manaundê, estabelecido no bairro de Vila Brasilândia por exemplo.

Ainda aponta a importância das praticas e saberes tradicionais como fonte de integridade e espiritualidade a favor da vida e da cultura de paz. Ao término das festividades um jantar digno dos reis foi oferecido a toda comunidade, regado de frutas da época e muitas bebidas.

Taata Mutadiamy – Mauricio F. Santos para a redação Kimwanga-Nsangu – Agência de Notícias

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