Kizoomba diá Kitembu ye Nzazi revitaliza tradição religiosa afro bantu

No dia 5 de setembro de 2009, às 22h00, o Inzo Ia Tumbansi, sob a direção de Tata Katuvanjesi, o jornalista baiano Walmir Damasceno, abriu suas portas para receber os muitos convidados e dar início as festividades previstas. Estavam presentes, além dos filhos de santo da casa, vindos de vários cantos do país, autoridades religiosas e civis, assim como amigos e pessoas que vieram prestigiar mais esse evento em Itapecerica da Serra, município da região metropolitana sul da Grande São Paulo, distante 33 km do marco zero da capital (Praça da Sé).

Na primeira parte do evento foram homenageados o Secretário de Cultura do Município de Itapecerica da Serra, Paulo Esteves Guedes, conhecido popularmente por Paulinho Flamingo, a ìyalasè Luizinha de Nana, representante do Babalorisá Pérsio de Sangô, acompanhada de ìyá Madalena d`Osùn, e alguns filhos de santo do As Batistini com uma placa comemorativa do evento.

Terminada a parte civil, deu-se início a parte religiosa, abrindo-se a Kizoomba com as cantigas tradicionais deixadas pela matriarca Thuenda diá Nzaambi, fundadora da Ndanji Tumbenci, raiz da qual descende o sacerdote do Nzo Tumbansi, tendo como sacerdotisa atual Nengua Lembamuxi, herdeira de Thuenda diá Nzaambi.

Durante a Kizoomba foram apresentados os seguintes membros da Nzo que estiveram recolhidos para suas obrigações Tata Rogério diá Lemba, Maganza Michel Alexandre, de Curitiba, capital do Paraná, Maganza Kibandelu, o artista plástico Rodrigo Barrales, secretário-geral do Inzo Ia Tumbansi, assim como a confirmação da pequena Maria Eduarda, de 4 anos de idade, como Kota Kiasu, que saiu nos braços de Tat`etu Kavungu, momento de grande emoção e comoção religiosa.

Vieram ao barracão devidamente paramentados à maneira bantu os Minkissi Lemba, dos dois filhos em obrigação de sete e três anos, o Nkisi Nzazi, de um filho em obrigação de um ano e o Nkisi Kitembu um dos homenageados na Kizoomba, brindando a todos com suas lindas danças, reafirmando assim a sacralidade do acontecimento.

Foi uma Kizoomba de muita alegria, satisfação de todos os presentes e que terminou com um lauto banquete afro-baiano, de acordo com as tradições da casa-mãe, o Unzó Tumbenci, de Salvador-Ba.

Ao final do evento, tata Katuvanjesi, com a humildade e presteza que lhe é peculiar, fez questão de agradecer a cada filho, neto e bisneto que, demonstrando fidelidade ao Nkisi Kavungu e ao próprio Nganga(Sacerdote), compareceu em massa ao Inzo Ia Tumbansi, e entre tantos os presentes destaca-se: Kota Hongolo Matona Kitamazi N`ganga, a médica Eunice R. Bernardes; Kota Mbakisi Londi N`vula, Luciana O. Souza; tata Kamulongiri, Anderson Pinto, presidente em exercício do Inzo Ia Tumbansi e ministro-chefe do cerimonial; Tata Kisaneji, diá Katendê(Xerén, Duque de Caxias, baixada fluminense, Rio de Janeiro), e sua namorada, Alessandra de Obá; mam`etu Kusasa Sinderewí – Iara S. Damasecno; tata K`anfimbu – Márcio Roberto Perez, de Mutakalambo; tata Lundanji – Jaroaldo de O. Lima; Tata Kirimulonji, Wellington A. Pereira (Tum); Tata Kiadilunji(Ué); Tata Kiatalawiza(Vinicius); Kota Mona diá Nganga, Kota Kiluami; Mam`etu Mona Diamasimbi, conhecida por Mãe Mona do Ipiranga, uma das mais antigas das filhas do Inzo Ia Tumbansi; tata Ndandula Kiri e seus filhos; maganza Mona diá Ndembu; Maganza Mona Kianza(Polyne, de Kitembu); e amigos como tata Jitoboamin; tata Uanzaia(Kupa Nsaba, Rio de Janeiro); Babalorisá Danilo d`Ossayn e filhos; além de alguns filhos não iniciados a exemplo de Renato Dias, produtor musical e líder da ONG Kolombolo diá Piratininga, Wanderson Luis, de Mutakalambo, da cidade de Franca, interior paulista, Rosana de Matamba.

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