Kizoomba em homenagem a Nkosi mobiliza povos de comunidades tradicionais bantu em São Paulo

Itapecerica da Serra/SP – Povos tradicionais de matriz africana bantu, entre seguidores e vivenciandos do Nzo Tumbansi, estão se mobilizando para a realização de uma das mais importantes das celebrações promovida por uma comunidade congo-angola. Trata-se da Kizoomba Ye Makundê Malunda Kuna Nkosi – Celebração da Festa Tradicional e do Feijão de Nkosi, que acontecerá dia 29 de junho de 2013, a Estrada Armando Sales, 5205, bairro Recreio Campestre, Itapecerica da Serra, zona sul de São Paulo.

Taata Kwa Nkisi Kajiongongo – Gilvan Rodrigues, patriarca do Terreiro Matamba Tumbenci Neto, de Ilhéus/Ba, e a Nengwa kwa Nkisi Mukalê, Mãe Ilza que herda o Terreiro fundado em 1885

 

A Kizoomba, organizada pelo ILABANTU/Nzo Tumbansi, será mais uma reunião de povos tradicionais bantu e pretende ir além da homenagem à Nkosi, contando com uma rica e vasta programação que inclui homenagens a diversas e variadas figuras que se destacaram em suas áreas de atuação. As 6h00 ocorrem à alvorada, com queima de fogos de artifícios e oferenda do Mbure (Bode) de Njira, o Guardião/Vigilante da entrada principal da comunidade, em seguida o Taata Kwa Nkisi Katuvanjesi – Walmir Damasceno, dirigente tradicional do Nzo Tumbansi oferece o café da manhã aos convidados e visitantes que estarão no Nzo Tumbansi mais cedo.

A cerimônia que está prevista para acontecer a partir das 22h00 tem presença confirmada de importantes personalidades do mundo político, social e tradicional, a exemplo de Taata Kwa Nkisi Kajiongongo – Gilvan Rodrigues, patriarca do tradicional Terreiro de Matamba Tumbenci Neto, de Ilhéus, sul da Bahia, que estará representando a Nengwa kwa Nkisi Mukalê, mãe Ilza Rodrigues, sacerdotisa máxima da mais antiga comunidade de matriz africana bantu do interior da Bahia; professora e historiadora Silvany Euclênio, Secretaria de Comunidades Tradicionais de Secretaria de Igualdade Racial da Presidência da República; Alexandro Reis, diretor de Proteção ao Patrimônio Afro Brasileiro da Fundação Cultural Palmares; professora doutora Marlúcia Mendes da Rocha, Secretária Municipal de Educação de Ilhéus; o jornalista e advogado Dojival Vieira, diretor e editor da Afropress.com; jornalista Cosme Felix, presidente da OEAB e editor do jornal Tribuna Afro Brasileira; Ana Lúcia da Silva, Coordenadora de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Prefeitura de Nova Lima/MG; Hélio Ferro, advogado e Taata Kwa Nkisi; Taata kwa Nkisi Mufumbi Kitabu, Alexandro Pinheiro, de Nkosi, e a Mam’etu Kwa Nkisi Awiza Lundirê, Elaine Christina, de Mukongombila, do Nzo Ndunda Ria Muxitu, de Miguel Couto, Nova Iguaçú/RJ; Mam`etu Kwa Nkisi Yakunan, Janaina de Samba Kalunga, Tata Oni de Nkosi, a Nengwa Kwa Nkisi Karamuita – Karina do Espirito Santo Rocha, do Inzo Jindanji Lunda Kióko; Taata Kisaneji, Tiago de Katende e Koota Kiamúnsonji, Geralda de Nsumbo, de Xerén, Duque de Caxias/RJ; Taata Ngelwami, jornalista Ênio Sales, e a maganza Muxinandê, professora Kamila Borges, de Uambulu N`suma, Palmas, capital do estado do Tocantins, região norte do pais; Taata Naruango, de Nkosi e Mam’etu Ominzalunda, de Ndanda-Nlunda, de Praia Grande/SP; Taata Kwa Nkisi Alandeji, Pai Marcos de Mutaloombo, de São João de Mereti/RJ; entre outros.

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  1. 7th abril 2019 | Cezar Mukumbi says:
    Olha só, como são as coisas... Esse Kajiongongo deu uma entrevista para o programa FALANDO DE AXÉ ANGOLA, no qual ele disse que a casa (Nzo Tumbansi) é uma casa ilegítima... Uma falta de respeito com nossa religião! Por essas e outras, que os cristãos conseguem pisar no nosso sagrado. Pq muitos de nós, dão munição pra que esse tipo de coisa aconteça! Atitude LAMENTÁVEL! Ainda mais por se tratar de alguém que tem nome dentro do candomblé Angola.

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