Mestres-tocadores criam associação em encontro no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro/RJ – Uma grande parte da história da implantação e trajetória do candomblé do Rio de Janeiro foi contada com maestria por participantes durante o “1º Encontro Fraterno entre Kambondu(s), Huntós e Alabês”, realizado no dia 28 de setembro, sábado, na zona norte do Rio de Janeiro.

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Mestres-tocadores do candomblé do Rio de Janeiro, entres eles, Tata Ricardo Tenório Euandilu, do tradicional Kupapa Nsaba (Bate Folha)

 

O encontro que teve como objetivo conscientizar e estreitar relações entre os povos e comunidades tradicionais de matriz africana, contou a com a presença de representantes de diversas vertentes religiosas que compartilharam suas experiências e seu histórico de luta pela manutenção e respeito às tradições das religiões de matriz africana.

Além da presença de grandes personalidades do candomblé como: Pai Bira de Xangô, professor e Oga José Benistes, Doté Dica, Ofareré do Axé Oxumarê, Mãe Leila de Logun, Mam’etu Nedenje, Tata Sajemi, Tata Luazemi, Tata Kaiasimbe, e tantos outros que em muito enriqueceram o evento, Houve também intervenções importantes, com falas e palestras que contribuíram para engrandecer e fortalecer o encontro.

Dentre eles, estiveram presentes lideranças como Tata Muiji, Bate Folha do RJ – Kupapa Unsaba; Tata Kamusendê do Inzo Nsa Senhora da Glória, Belo Horizonte (MG); Tata Walter Nkosi, do Tumba Junsara (RJ); Ogãn Wilson do Axé Ilha Amarela; Ogãn Mário Jorge, Axé Zé do Vapor; Abajigan Jaçanã do Seja Hundê; Doté Dica do Modubí; Babalorisá Fábio do Efan; Mogbá João Ahundeji do Opô Afonjá, que discorreu sobre o culto de Egun e à Casa Branca; Pai Bira de Xangô do Opô Afonjá; professor e Oga José Benistes, do Opô Afonjá entre outros.

Além desta troca de saberes, a mobilização e a noção de comunidade gerada pelo evento culminaram no nascimento da “Associação de Kambondu(s), Huntós e Alabês da Região Sudeste”, entidade que surge com a força necessária para que ações como esta possam continuar sendo realizadas, para que da união e respeito mútuo entre diferentes nações, juntas as comunidades de matriz africanas possam lutar por respeito e igualdade.

A associação terá como representantes: Mogbá Ahundejy (São Paulo), Tata Kamusendê (Belo Horizonte), Jeji Abajigan Jaçanã, pelo Ketu Ogãn Wilson e pelo Angola Tata Euandilu (Rio de Janeiro). A criação da associação é um grande passo e uma resposta do candomblé aos constantes ataques desferidos por grupos políticos e a mídia evangélica.

A exemplo dos antigos quilombos é necessário entender que somente através da união dos povos é que será possível combater a intolerância, velada ou explícita, ao qual são submetidas às religiões de matriz africana diariamente. Nas palavras de Tata Euandilu, líder e organizador do evento: Nzambi Beká Muvó (Deus traga felicidades).

Ricardo Tenório Euandilu da redação Kimwanga-Nsangu – Agência de Notícias

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