SMPIR realiza diálogo a respeito da Intolerância Religiosa

Lideranças religiosas de variados segmentos debateram a intolerância religiosa no âmbito do serviço público municipal

São Paulo/SP – Aconteceu na última segunda feira (26) o Diálogo Temático – Intolerância religiosa na municipalidade. O encontro promovido pela SMPIR por meio do Comitê Municipal de Liberdade de Crença e Cultura de Paz (COMPASP), contou com a presença de sacerdotes e gestores municipais que expuseram suas experiências profissionais a cerca da intolerância e de como o serviço público pode combater o preconceito religioso dentro da esfera institucional.

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Padre José Enes, representante da Igreja Católica Apostólica Romana, trouxe o histórico de perseguição religiosa causada pela Igreja e evidenciou o importante papel do Papa João XXIII na abertura do Vaticano para o diálogo inter-religioso com o Concílio Vaticano II. Pastor Samuel Luz – Associação Brasileira de Liberdade Religiosa e Cidadania (ABLIRC), ressaltou que se deve respeitar o direito de crer e de não se crer em absolutamente em nada, referindo-se aos agnósticos e ateus, como é garantido na Constituição Federal.

A intolerância religiosa no ambiente escolar também foi citada pela Ialorixá Karem d’Osun. “Minha filha sofreu perseguição no ambiente escolar ainda criança, tendo suas indumentárias religiosas satirizadas pelos colegas de classe”.

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Para o secretário a execução da Lei 10639/03 e a 11.645/08, que obrigam o ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena respectivamente, como já acontece na rede municipal de ensino, é um dos principais caminhos para a desconstrução de estereótipos que colaboram com o processo de intolerância. “O papel da secretaria é buscar instrumentos para garantir o livre exercício de crença e a preservação da diversidade religiosa”, afirmou o secretário Antonio Pinto da Promoção da Igualdade Racial.

Foi sugerido pelo grupo que outros diálogos sejam realizados nas subprefeituras da cidade para que se possa obter um diagnóstico da intolerância religiosa em São Paulo.

É papel do COMPASP elaborar levantamento sobre as entidades inter – religiosas existentes no Município de São Paulo realizando assim, um diagnóstico do preconceito religioso em São Paulo, para construção de políticas públicas que combatam a intolerância religiosa e protejam a liberdade de crença e a cultura de Paz.

São membros titulares do COMPASP: Mãe Liliana de Oxum (Umbanda); Babalorixá Silvio Ribeiro (Candomblé); Padre Enes (Igreja Católica); Sheikh Muhammad Ragip Al Jerrahi (Islamismo Sufi); Rabino Ventura (Judaísmo); Daniel Sottomaior (Ateus); Pastor Samuel Luz (ABLIRC); Márcia Yáscara Guelpa (Ciganos); Émerson Damásio de Araújo (LBV); Iya Karem d’Osun (Tradição de Orixá); Tata Matamoride (Candomblé Bantu) e Sacerdote Brâmane Mahesvara (Religiões Orientais).

Fonte: SMPIR

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