ILABANTU discute Lei 10.639/3 no seminário nacional “Conversa de Terreiro”

Itapecerica da Serra/SP – Na manhã de sábado, 8 de Março de 2014 aconteceu um dos eventos mais provocativo da história promovido por uma Comunidade Tradicional de Matriz Africana, o ILABANTU. As dependências do Inzo Tumbansi foram tomadas por adeptos, simpatizantes e vivenciados do movimento negro a afro brasileiro para uma rica discussão: a questão da lei 10.639/03, que obriga a inserção no currículo escolar da História da África e da cultura afro brasileira, no ensino público e particular.

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O evento buscou trazer uma dinâmica entre os palestrantes e espectadores trazendo debates coerentes, provocativos e de muito conteúdo. O assunto em questão, a lei 10.639 é algo que traz muito questionamento sobre o método de ensino de um país “laico”. Com o titulo de “Conversa de Terreiro”, que fez jus ao nome, pois, com palestrantes de alto nível intelectual e espectadores interagindo a vontade ambos sentiam-se verdadeiramente numa roda de conversa entre amigos.

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O Seminário nacional CONVERSA DE TERREIRO recebeu vários academicistas, mestres, lideranças e povos tradicionais de matriz africana, lideranças políticas e personalidades do universo tradicional do candomblé, como Taata Ananguê (Nova Iguaçu, RJ), Taata Kiundundulu (professor doutor Sergio Paulo Adolfo, Universidade Estadual de Londrina), Taata Mutadyami (Professor Mauricio F Santos, Rede Estadual de Ensino e Instituto de Educação Mwana Zambe– SP), professor Edson Kakolo (Angolano de tradição Tchokwe); professor doutor Carlos Serrano, ex-diretor do Centro de Estudos Africanos da USP; professor sociólogo Deivison Nkosi, doutorando em sociologia na UFSCar (SP); professora antropóloga Patrícia Ferreira, USP; Bàbà Rodney William, de Odé, da PUC-SP; professora Érica Ferreira, rede municipal de ensino de São Paulo; Onilu Pedro Neto, cientista social da PUC-SP; professor doutor Otair Fernandes, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (Campus Nova Iguaçu); Paulo Sergio Barbosa, professor da rede estadual de ensino, ativista do movimento negro e líder político; Zélia Lucas Patrício, da Coordenação de Patrimônio Cultural e Comunidades Tradicionais da SMPIR, entre outros.

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Taata Kwa Nkisi Katuvanjesi (Walmir Damasceno) presidente-fundador do ILABANTU e organizador do evento, foi coberto de elogios por sua iniciativa na qual incentiva a população a militar em prol de um resgate cultural étnico que é massacrado e deixado de lado pela elite. Um evento marcante em todos os aspectos seja na organização, no conteúdo abordado ou na liberdade de argumentação, na qual este permitiu a todos que tivessem sua contribuição. Esta foi apenas mais um de muitas Conversas de Terreiro que o ILABANTU promoverá! A luta e a militância continuam apesar das dificuldades e temos certeza que se continuar a ver reuniões assim tão produtivas pelo Brasil conseguiremos minimizar o preconceito, a intolerância e o racismo significativamente.
Arthur Mambulekwala, da redação Kimwanga-Nsangu – Agência de Notícias

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Confira aqui mais fotos do evento.

4 comentários em “ILABANTU discute Lei 10.639/3 no seminário nacional “Conversa de Terreiro””

  1. Excelente proposta para uma análise de conjuntura referente a situação da população negra cotidianamente alvo de racismos institucionais.
    O proposta de presionar políticas públicas pela melhoria da população negra feita através da articulação dos povos de terreiro e movimentos negros é de extrema importância dentro do cenário atual onde práticas discriminatórias se tornam recrudescentes
  2. Boa tarde

    Eu sou a professora do RJ que sofreu intolerância religiosa após ter trabalhado com um livro que estava dentro da própria escola, carimbado pelo MEC, Lendas de Exu. Hoje, sou mestranda em Relações étnico raciais pelo CEFET. Estou à disposição para trabalhar em debates como este, pois minha defesa será sobre esse assunto.

    Axé

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