Carlinhos de Jesus se emociona em bate papo com Tata Katuvanjesi

Itapecerica da Serra/SP – Carlinhos de Jesus, não dispensa apresentações. Temos muito o que falar e mostrar. Já são mais de 30 anos dedicados à arte da dança de salão. Foi pioneiro na campanha pela valorização, respeito e profissionalização do gênero no país. Virou um símbolo do Rio de Janeiro, e é citado pelo jornalista Sergio Cabral (Revista VEJA) como o Fred Astaire brasileiro, que leva a paixão pela dança da zona sul carioca para o mundo.

A história de Carlinhos de Jesus já virou biografia “Vem dançar comigo”. Ele nunca pára por isso que por mais que seja o CARLINHOS DE JESUS, nunca dispensamos apresentação.

Morador de Copacabana, sua rotina de trabalho segue o compasso do dois pra lá, dois pra cá em ritmo acelerado. Já foi inúmeras vezes convidado a representar o país no exterior. E o amor pela dança também vem de longe: começou aos 4 anos de idade. Formado em Pedagogia, preferiu a arte para vencer na vida e com toda a certeza não se arrependeu. Ele recebe de braços abertos novos e atuais alunos na sua Casa de Dança Carlinhos de Jesus no Rio de Janeiro em Botafogo, na Rua Álvaro Ramos, 11 e em Luis Dumont Villares 1945, Santana, zona norte de São Paulo.

“Em cada passo, percorremos diversos caminhos. Em cada giro, viajamos o mundo; em cada olhar transmitimos desejos; em cada toque multiplicamos sensações; em cada queda transcendemos a emoção e em cada dança, sonhamos com os pés no chão, assim nos levou este encontro com o líder máximo do ILABANTU e Nzo Tumbansi, Tata Nkisi Katuvanjesi – Walmir Damasceno, num momento significativo para o carnaval e sobretudo na valorização das manifestações culturais do Brasil que enriquece a ancestralidade africana.

Com trabalho coreografado e responsável pela Comissão de Frente da Escola de Samba União da Ilha do Governador, que este ano entra na avenida com enredo “afro” “Nzara Ndembu, Glória ao Senhor Tempo”, Carlinhos de Jesus esteve sábado (7/1) no ILABANTU/Nzo Tumbansi.

Chegada de Carlinhos de Jesus ao Nzo Tumbansi

Eram exatamente 10h30(7/1), Carlinhos de Jesus, que segundo o qual é iniciado no candomblé de Angola, desceu as escadas da entrada principal do Nzo Tumbansi, terreiro de candomblé Congo Angola, saudou os ancestrais e antepassados, sendo recebido e recepcionado em cerimônia tradicional na presença de filhas e filhos de santo do Terreiro. O visitante conversou de forma entusiasmada com Katuvanjesi, o idealizador e fundador do Terreiro, ouviu com atenção histórias dos bantu e de forma entusiasmada teceu comentários elogiosos ao pioneirismo impulsionado pelo ILABANTU que envolve não só questões como resgate e reafricanização, como também introdução de elementos a exemplo das Máscaras e outros ritos a fim de aproximar melhor sua casa de candomblé (Nzo Tumbansi) as raízes africanas.

O Ator, Coreografo e Dançarino ao ouvir cânticos melódicos de saudações aos Bankisi, se emocionou, tocou atabaques, cantou e dançou sendo surpreendido com a chegada de Tat`etu Ndembwa, o Nkisi Kitembu ou Tempo, incorporado pela Nengwa Yakunan – Janaina de Samba Kalunga, da Nzo Jindanji Lunda-Kióko, de Belo Horizonte, presente ao evento acompanhada de Tata Oni, Nengwa Karamuita – Karina Santo de Karamosi, e outros. “Para levar um tema tão sério como este para a Marquês de Sapucaí procuramos dialogar com personalidades que domina a temática a fim de sanar dúvidas, por isso me chamou atenção o trabalho de preservação das manifestações culturais e tradicionais dos bantu-kongo de angola no Brasil desenvolvido pelo ILABANTU, instituição que visa revalorizar os aportes culturais dos africanos e seus descendentes no Brasil e América Latina, chegamos então ao mestre Tata Katuvanjesi, o pai Walmir Damasceno, pessoa de uma cultura e conhecimento impressionante, um apaixonado por este legado africano que ajudou a construir e formar a nossa sociedade brasileira”, disse Carlinhos de Jesus.

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