“Meu caminhar, meu viver”, livro da Makota Valdina, será lançado dia 26 de novembro

Salvador/BA – “Meu caminhar, meu viver” é o nome do livro escrito por Makota Valdina de Oliveira Pinto, que será lançado no dia 26 de novembro, no Forte da Capoeira, no Largo de Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador.

O lançamento, marcado para as 18 horas, integra a programação do mês da Consciência Negra, quando se celebra o Novembro Negro, e contará com o apoio da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado da Bahia (Sepromi) e da Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM). Estão confirmadas a presença do governador Jaques Wagner, além de personalidades das religiões de matriz africana. O evento é aberto ao público.

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Aos 70 anos, Valdina Pinto, ocupa o cargo religioso de Makota do Terreiro de Candomblé Angola Tanuri Junsara, no Engenho Velho da Federação, bairro onde nasceu e desenvolveu importantes ações educacionais. No livro, ela conta sua história, desde a infância vivida no bairro até os dias de hoje. Makota é reconhecida pela constante luta pelos direitos das mulheres, contra o racismo e a intolerância religiosa, pela igualdade de direitos e por uma sociedade sem preconceitos.

Além de religiosa e ativista política, Valdina Pinto é professora aposentada da rede pública municipal, educadora e membro do Conselho de Cultura da Bahia. Durante os mais de cinquenta anos de ensinamentos e atividades em prol da preservação do patrimônio cultural afro-brasileiro, Makota Valdina recebeu diversas condecorações como o Troféu Clementina de Jesus (UNEGRO), Troféu Ujaama, Medalha Maria Quitéria e Mestra Popular do Saber.

Segundo ela,  o livro era uma cobrança antiga dos amigos e familiares, mas a decisão de começar a escrevê-lo só foi tomada há dois anos, quando seu irmão completou 70 anos. A decisão de lançar o livro em novembro tem o objetivo de fortalecer o mês da Consciência Negra, no entanto, ela fez questão de ressaltar que a Consciência Negra deve ser fortalecida todos os dias, meses e anos.

O livro “Meu Caminhar, Meu Viver”, além de contar a trajetória de luta desta ilustre mulher, é uma forma de  mostrar a importância da memória cultural do povo brasileiro e da valorização do ensino da cultura afro-brasileira e africana.

Em um de seus textos, Makota diz que: “É preciso não ter vergonha de suas origens e ir em busca da história que ainda não foi escrita, dos valores que precisam ser resgatados no sentido da construção de um mundo futuro, com justiça, equilíbrio e harmonia em face da suas diversidades étnicas, culturais e sociais; isso tem que começar a partir do lugar em que estamos no mundo”.

Para o secretário Elias Sampaio, o livro representa um importante marco na história da Bahia e do Brasil e será mais um aliado na luta pela promoção da igualdade racial. Além de relatar a trajetória da Makota Valdina, o livro, segundo ele,  é um material que vai colaborar com a inclusão nas escolas do país do ensino da história da África e da cultura afro-brasileira, conforme previsto pela Lei 10.639/2003. O lançamento do livro de Makota é aberto ao público.

Com informações da SEPROMI, da redação Kimwanga-Nsangu – Agência de Notícias

1 comentário em ““Meu caminhar, meu viver”, livro da Makota Valdina, será lançado dia 26 de novembro”

  1. Wilson Pereira de Lima

    Pesquisei em diversos lugares na inernet e não encontrei o livro para comprar. Alguém poderia dar informações de como encontro esse livro?

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