Com tema Encruzilhada na Kalunga, terreiro de candomblé será tema de doutorado na Universidade Federal do Sul da Bahia

Projeto de pesquisa apresentado no processo seletivo de 2022 de doutorado acadêmico do programa de pós-graduação em estado e sociedade(PPGES), da Universidade Federal do Sul da Bahia(UFSB), com o tema ENCRUZILHADA NA KALUNGA: NZO TUMBANSI – TERREIRO DE CANDOMBLÉ KONGO ANGOLA, da doutoranda Kota Muxinandê(Kamila Gomes), busca investigar um terreiro de candomblé de tradição Kongo angola, dirigido por um sacerdote, nascido na fazenda Liberdade, zona rural do município de Barra do Rocha, território médio Rio das Contas, região cacaueira do sul da Bahia. Walmir Damasceno, Taata Nkisi Katuvanjesi, viaja há 11 anos para o continente africano, mais precisamente para a região do Reino do Congo, em busca do aprofundamento do conhecimento de toda essa tradição cultural que ele tem vivenciado e vem pesquisando de forma oral. A família Tumbansi é descendente das raízes da matriarca Maria Genoveva do Bonfim e de sua herdeira Geurena Passos Santos, Nengua Nkisi Lembamuxi, sacerdotisa do Terreiro Tumbenci de Maria Neném. A proposta do trabalho em questão é fazer uma etnografia da família de santo Tumbansi e apontar caminhos capazes de enriquecer e problematizar o debate a respeito do ensino da temática da história e da cultura afro-brasileira a partir de determinadas dinâmicas epistemológicas e de práticas culturais específicas, próprias do candomblé Kongo Angola, conhecimentos fundamentais para o entendimento desse universo de raízes afro-brasileiras. O líder religioso é responsável pela criação do ILABANTU (Instituto Latino Americano de Tradições Afro Bantu) e, hoje, atua em organizações transatlânticas como o CICIBA (Centro Internacional de Civilizações Bantu).
Os bantu contribuíram na construção e manutenção socioeconômica e cultural da sociedade brasileira. Refletir essa encruzilhada no Atlântico (Kalunga), esse fluxo e refluxo dos povos que vieram na diáspora e que retorna pro continente mãe em busca de aprofundamento de suas raízes. Perceber nesses espaços de terreiro onde estão guardados muitos tesouros (epistêmes) vindos na diáspora e sobre a contribuição desse conhecimento na construção de uma prática pedagógica mais inclusiva.

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